Um blog cheio de ideias. Algumas soltas... outras nem tanto! Foi a forma de uma copy perdida se encontrar, finalmente, com as suas palavras... E consigo mesma.

Friday, September 28, 2007

Todos diferentes, todos iguais




Já viram esta campanha? Não está mesmo lá, onde se quer?
Quando as diferenças nos tapam a visão, deixamos de ser humanos.
Adorava ter tido esta ideia, por isso a partilho convosco.
E parabéns a quem a fez.

Tuesday, September 18, 2007

The Power to Surprise

Tenho o prazer de postar aqui um dos poucos filmes da minha ainda curta
carreira. É para a Kia Motors e veio feito de fora, o que significa
que apenas o adaptámos. No entanto, VALE NA MESMA, não acham? E a musiquinha fica no ouvido ;)


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Wednesday, September 12, 2007

"Live long enough to find the right one!"

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Muito, muito bom!

Tuesday, September 11, 2007

"Casalinho"



Alguns dos melhores momentos da minha infância vivem numa casa, perto da Malveira, chamada “Casalinho”.
Era a casa de Verão da Família Luizi. Todos os anos lá íamos nós, rumo à Venda do Pinheiro, com toda a energia acumulada durante o ano prontinha a ser extravasada por todos os cantos do terreno.
Era uma moradia de 2 andares, com as portas e janelas pintadas de verde escuro, telhados grandes em bico e um alpendre ladeado por 2 lanços de escadas em tijoleira, com 3 degraus de cada lado. À volta da casa havia ainda um enorme pinhal, uma horta com algumas árvores de fruto e um galinheiro abandonado que transformámos no nosso clube: o “Clube do Mickey”. Eu, na qualidade de prima mais velha, era a chefe!
Por dentro, o “Casalinho” era igualmente gigante: no piso de baixo tínhamos a sala de estar que resistiu heróicamente, durante vários anos, à presença de uma televisão. Era uma sala de convívio, onde os adultos conversavam enquanto as crianças brincavam. Uma sala de sestas e de partilhas, de jogos e de vibrantes gargalhadas. Do lado esquerdo ficava a casa de jantar, com uma enorme mesa rectangular, que a ocupava quase por completo. Nesta sala almoçávamos, jantávamos e estudávamos. Quando estávamos todos éramos muitos, e assim esta mesa passava a ser a dos adultos, enquanto as crianças eram deslocadas para a sala de estar, transformada em sala privada, onde comíamos, ríamos e falávamos ininterruptamente, com aquela alegria genuína de criança pequena que é tratada como gente grande.
Depois tínhamos os quartos: dois no andar de baixo e cinco no de cima. E a enorme cozinha, sempre cheia de gente, de barulho e de maravilhosos cheiros que ainda hoje guardo na minha memória. Ao fundo ficava a casa de banho e um espaço com um tanque, onde se lavava a roupa.
O tempo era passado entre os trabalhos escolares, nunca descurados nesta família, e a trabalheira que eram as nossas tarefas como membros do Clube do Mickey. Durante o Verão tínhamos um espectáculo para organizar e um jornal para lançar. As nossas reuniões eram feitas dentro do velho galinheiro, que tinha sido todo limpo e “restaurado” por nós. Também ele tinha 2 andares: o de baixo, que era um espaço talvez com um metro por meio metro, só com espaço para um tapete, mas onde cabíamos todos os 6, muito apertadinhos, quando havia as chamadas “reuniões de emergência”.
No andar de cima havia 2 janelas, onde arrumávamos os nossos brinquedos e ferramentas e, por cima, tínhamos a penthouse onde também gostávamos muito de estar. Partilhávamos esse espaço com o galho de uma árvore franzina que estendia preguiçosamente um dos seus braços para cima do nosso telhado. Ali sentíamo-nos grandes, poderosos, com vista para a casa "grande", mas escondidos pela vegetação do nosso refúgio (quase) secreto.
Ao lado do Clube tínhamos ainda um espaço onde fizemos a nossa horta e onde plantávamos tudo o que achávamos que podia crescer e sustentar-nos no caso de acontecer alguma catástrofe daquelas que só os miúdos estão sempre à espera.
Não me lembro de alguma vez ter crescido realmente alguma coisa naquela horta, mas não era isso que mais importava. A maioria das vezes nem nos lembrávamos do que lá tínhamos “plantado”...
Recordo-me sim dos enterros que fazíamos aos coitados dos nossos animais de estimação: pirilampos, borboletas, gafanhotos, joaninhas, bichinhos de conta, lagartas e até uma tartaruga, estão todos enterrados no lado direito do nosso Clube. Alguns tiveram a sorte de ter um enterro de luxo, com direito a caixinha e tudo, outros foram apenas enterrados numa vala comum, mas com o respeito que já sabíamos mostrar por algo que tinha tido vida.
E assim, entre brincadeiras e correrias o Verão ia passando, velozmente. Não havia dias cinzentos. Todos os dias eram de festa e de descobertas, de manhã à noite. Claro que às vezes aconteciam os acidentes, como um joelho esfolado ou um cotovelo arranhado, mas tudo isto fazia parte. Tenho (temos) tantos episódios passados naquela casa que é realmente impossível descrevê-los a todos neste blog, embora gostasse muito de trazer até este espaço a luz da fogueira, o sorriso do meu avô, as caças ao tesouro, as corridas de bicicleta, as partidas de ténis... Tenho a certeza que eles irão surgir aqui relatados, mais cedo ou mais tarde, pois fazem parte de memórias que não quero esquecer.
Continuando... Quase no final das férias estávamos preparados para apresentar o Espectáculo de Verão do Clube do Mickey. Juntávamos uma série de cadeiras em frente ao alpendre, como se fosse uma verdadeira plateia, fazíamos cartazes a anunciar o espectáculo, cobrávamos os bilhetes para a entrada e indicávamos os lugares à nossa assistência (que era a família toda e, por vezes, devido ao nosso enorme sucesso, alguns amigos da família).
O espectáculo tinha sempre um número de canções, 2 ou 3 sketches humorísticos e uma habilidade protagonizada por cada um dos primos. Ensaiávamos durante todo o Verão para dar aquele espectáculo e nada podia correr mal! Éramos todos super empenhados e não era nada difícil, embora na altura parecesse, treinar aquela primalhada toda.
Era sempre um sucesso estrondoso e todos passávamos uma excelente tarde, que antecipava o fim do Verão e das férias.
Não me lembro de despedidas emocionadas entre nós... Acho que todos tínhamos a certeza de que nada estava a acabar, Não tardava nada estávamos todos juntos no Natal e depois já era Verão outra vez. Agora era a escola e todos os outros amigos que começavam a estar presentes. Nós, os primos, éramos uma certeza inquestionável.
Mas uma casa daquelas comporta despesas de manutenção que eu nem posso imaginar e, já muitos anos depois da morte do avô, a minha avó decidiu vendê-la.
Nessa altura, o “Casalinho” já não era casa de Verão. Era a casa-onde-se-ia-de-vez-em-quando, apanhar ar fresco, festejar aniversários, mas nada como dantes. Eu, já com vinte e muitos anos, organizava lá mega-festas que se tornaram míticas e deixaram saudades a todos os que tiveram a sorte de ser convidados.
O "Casalinho" já não é nosso há quase 10 anos. Mas as saudades que deixou não podem ser contabilizadas... Parte da nossa infância mora ali. Para sempre.

Thursday, September 06, 2007

Sonhos...


“Os sonhos são os discípulos dos deuses. Servem para nos atiçar a segui-los. Depois, quando se realizam, é como se nos abençoassem pela nossa coragem.”
(A. Solnado)

Monday, September 03, 2007

Irmãs de sangue, Amigas de coração



Não há nada nem ninguém maior ou mais importante que o amor que sinto pela minha irmã. Ela é maior, é vacinada, mas eu não consigo deixar de sentir este laço tão forte e tão apertado que nos une.
Quando ela não está bem eu não estou bem. Quando ela está radiante eu radiante estou. Quando nos zangamos o meu coração fica na posse dela, mesmo sem ela saber, até que as pazes sejam feitas.
Ela é o meu norte, o meu sul, o meu este e o meu oeste. É o meu porto de abrigo, o meu refúgio, a minha certeza. A minha alma gémea, o meu sangue, a minha vida.
Sonho muitas vezes com ela, como é natural nestas relações tão chegadas. Sonhos bons e outros menos bons, que me deixam angustiada até ouvir a sua voz dizer-me que está tudo bem. Não sei o que faria sem ela. Não consigo sequer imaginar...
Nem somos muito parecidas porque ela é calma e eu sou stressada, ela é reservada e eu sou uma desbocada, ela é paciente e eu sou a impaciência em pessoa, ela atrasa-se sempre enquanto eu sou a miss-horas-certas, enfim... dizem que os opostos se atraem não é? Neste caso, completam-se.
Ela é a minha água fria, a minha balança, a minha calma e a minha alegria... É a minha menina! E eu sou a regra da vida dela. Uma regra chata mas que, e apesar de tudo, sei lhe saber bem.
Assumi este papel de irmã-galinha há 10 anos atrás. E ela deixou... Tornámo-nos numa família, pequena mas coesa, forte e indestrutível.
Ela é o meu mundo, a minha preocupação constante, o meu sorriso mais sincero. Conhece-me como mais ninguém. Ajuda-me mesmo sem falar. Está presente quando mais preciso. Sempre! E gosta sempre de mim, tanto como eu gosto dela, e apesar de tudo o que eu possa fazer.
Ela é correcta e amiga, justa e humana, adulta e consciente. Muito mais do que aparenta... A minha irmã é uma surpresa, por vezes uma incógnita, mas sempre uma presença assídua na minha vida.
E eu só desejo marcar presença na vida dela para sempre. Quero vê-la feliz (muito feliz) e poder continuar sempre do lado dela.
Irmãs de sangue... Não conheço nenhum laço tão forte. Partilhamos memórias e histórias, risos e muitos segredos. Enterrámos desgostos e fases que nos magoaram por igual. Da minha irmã só guardo momentos felizes. Porque só esses interessam.
Estamos juntas. E, enquanto ela me quiser por perto, é aí que vou estar, porque é aí que me sinto bem, e em família. Adoro-te mana! Deixa-me ser tua para sempre...